VIVA O PARTO SEM MEDO!

27.10.10 / Emoções na gravidez, Gravidez, Gravidez Programada, Maternidade, Parto / Autor: Bebê Ternura / Comentários: (0)
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Viva o parto sem medo
Conheça os profissionais, os exames e equipamentos que garantem a sua tranqüilidade, da hora em que você chega na maternidade até o merecido descanso, depois de o bebê nascer.

 

Primeiros exames

 

 

 

O sonar confere os batimentos cardíacos do bebê 

Enfim, você chega à maternidade para o grande dia: seu filho, logo, vai nascer! Provavelmente, quem vai recepcioná-la é uma enfermeira-obstetra, ou obstetriz, uma profissional preparada para detectar o estágio do trabalho de parto em que a grávida se encontra, identificar eventuais problemas com a gravidez e até realizar o parto numa emergência. Ao recepcioná-la, ela pedirá seu cartão de pré-natal (não esqueça, portanto, de levá-lo) e fará uma série de perguntas. De específico, é provável que queira saber o intervalo das contrações, se a bolsa já rompeu, se há sinais de sangramentos ou secreção vaginal e como está a movimentação do bebê.

 

Tira-dúvidas

O passo seguinte é a realização de alguns exames. Ela mede sua pressão e temperatura e ausculta seu coração. Com um exame de toque, verifica a dilatação do útero, a situação da bolsa de líquido amniótico, as condições da vagina e do púbis, a altura e a posição do bebê. Para ouvir o coração dele, é provável que use um sonar (ou estetoscópio doppler), um aparelho dotado de uma sonda que capta e amplifica o som dos batimentos cardíacos do bebê. Também fará uma contagem das suas contrações. E, terminada a avaliação, comunica o resultado ao seu médico e a encaminha para uma segunda etapa: o pré-parto.

 

Tempo de espera 

 

 

O cardiotocógrafo, ao lado da cama de pré-parto, monitora as contrações da mãe e o coração do bebê

Um parto leva, em média, nove horas no primeiro filho e quatro nos demais. O pré-parto é sua primeira e mais longa etapa. Nele, por força das contrações, o colo do útero se abre para dar passagem ao bebê. Cada contração exerce uma força equivalente a 13 quilos, que ao longo do trabalho de parto levam a uma dilatação de 10 centímetros. Até lá, é preciso dar tempo à natureza para agir.

Essa espera, na maioria das maternidades, acontece nas “salas de pré-parto” – simples quartos, onde a grávida fica na companhia do marido ou de alguém da família. Novamente, a obstetriz é uma ótima aliada. Ela explica o que vai acontecer, esclarece dúvidas e dá dicas para driblar a dor. Também acompanha, atenta, tudo o que acontece com seu corpo. Munida de medidor de pressão, termômetro e estetoscópio, controla com regularidade sua pressão, temperatura e batimentos cardíacos.

Contagem regressiva


Outra tarefa importante dessa profissional é controlar a dinâmica das contrações – que registra o intervalo entre uma contração e outra e sua duração. Ela segue uma escala chamada Unidade de Montevidéu, segundo a qual, na hora de o bebê nascer, a mãe tem, a cada dez minutos, três a quatro contrações de cerca de 50 segundos. Para esse acompanhamento, não há necessidade de equipamentos especiais. Experiente, a obstetriz pousa a mão sobre o abdome da grávida e conta o tempo que ele fica contraído. Pelo toque, examina também a dilatação.

Se a gestante tem risco de complicações – caso de diabéticas, hipertensas, cardíacas e asmáticas -, o pré-parto é monitorado por um aparelho chamado cardiotocógrafo. Acoplado à barriga da mãe, ele traça dois gráficos paralelos. Um indica a intensidade das contrações e o outro o ritmo cardíaco do bebê. Esses dois acontecimentos obedecem a uma sincronia que, se estiver alterada, pode indicar complicações que exigem uma cesárea de urgência.

Preparativos finais


Os cuidados do pré-parto incluem ainda a soroterapia. O objetivo é deixar uma veia já puncionada, para o caso de uma emergência posterior exigir medicação intravenosa ou transfusão sanguínea. Além disso, o soro previne contra desidratação. E, nos casos de contrações fracas ou irregulares, o médico pode acrescentar a ele o hormônio ocitocina, que estimula as contrações. É o que se chama de “induzir o parto”. Em algum momento dessa etapa, as auxiliares de enfermagem preparam a grávida para o parto. Atualmente, só se usa lavagem intestinal para partos com anestesia geral (o que é raríssimo), ou se a gestante fez uma refeição próxima e extremamente pesada. Já a tricotomia, raspagem dos pêlos pubianos, continua sendo adotada, embora a tendência seja dispensá-la nos partos normais e fazê-la parcialmente nas cesarianas.

 

Uma sala cheia de truques

 Na hora H, você segue para a sala cirúrgica, onde será anestesiada para os dois estágios finais do parto: o nascimento do bebê e a expulsão da placenta. A “decoração” resume-se aos equipamentos e só a equipe médica, a futura mamãe e, eventualmente, o papai permanecem ali.

 

 

 

Focos de luz reguláveis (1) e acessórios para diferentes tipos de partos (2) facilitam o trabalho da equipe médica. A mesa (3) também é ajustável e tem sempre por perto o carrinho do anestesista (4) e os monitores de funções vitais (5)

Equipe


É composta pelo médico que realizará o parto, um assistente, o anestesista, a enfermeira-obstetra e duas auxiliares. Um pediatra neonatologista também fica a postos para receber o bebê. Essa equipe pode variar até o mínimo de uma enfermeira-obstetra, uma auxiliar de enfermagem e o neonatologista.

Instalações


Para facilitar a assepsia, móveis e equipamentos ficam elevados. Na parede, há um relógio digital, que é útil no controle do tempo da anestesia e permite visualizar rapidamente a hora do nascimento.

Iluminação


Feita com lâmpadas fluorescentes comuns, é completada pelos “focos”, cuja luz pode ser direcionada para as pernas da gestante, no parto normal, ou para a cavidade abdominal, nas cesarianas. Muitas mater nidades dispõem de foco regulável e mantêm a sala em penumbra se a gestante e o médico quiserem.

Mesa cirúrgica


Parece uma maca de aço, recoberta por um fino colchonete de borracha, com costuras seladas para impedir a absorção de secreções. Nos partos normais, sua cabeceira é elevada. O outro lado dobra para baixo, na altura das nádegas, deixando um espaço livre para a saída do bebê. Nessa abertura, instala-se um recipiente para recolher secreções e a placenta. Nas laterais, instalam-se perneiras reguláveis, para a mulher ficar em posição ginecológica ou, se preferir, quase sentada. Nas cesáreas, a mesa permanece na horizontal e ganha braçadeiras, para apoiar os braços abertos da gestante. Outro acessório é um arco, no qual se arma, como uma cortina, o campo cirúrgico (ou estéril). Feito com lençóis esterilizados, ele isola o bebê de contaminações e impede a grávida de assistir ao parto.

Bisturi elétrico


Tecnicamente chamado de eletrocautério, está se tornando comum nas salas de parto. Sua vantagem é promover a coagulação de veias e artérias ao mesmo tempo que faz o corte cirúrgico. Com isso, o parto fica mais rápido e o risco de sangramentos diminui.


 

Monitores de funções vitais


Os equipamentos que controlam as funções vitais da grávida disparam um alarme se algo sai da normalidade. O oxímetro, fixado no polegar direito com um pequeno prendedor, mede a pulsação e os nív eis de oxigenação sanguínea. No braço direito, é afixado o monitor de pressão, ou PA não-invasivo – que faz, regularmente, a leitura da pressão arterial e a registra num gráfico. Um aparelho chamado cardioscópio, ou monitor cardíaco, verifica os batimentos do coração e é conectado ao peito por três eletrodos, em forma de medalhinhas. Nos partos normais, o cardiotocógrafo continua acompa-nhando as contrações da mãe e o coração do bebê.

Mesas auxiliares


Acomodam os instrumentos cirúrgicos já esterilizados e os grossos lençóis de linho, usados para fazer o campo cirúrgico e abrigar o bebê.

Carrinhos


Geralmente, são três. Logo atrás da grávida, fica o carrinho do anestesista, com balão de oxigênio, diferentes anestésicos e medicamentos para lidar com problemas como um choque anafilático. Próximo, está o carrinho de emergência, equipado com choque elétrico, balão de oxigênio e medicamen-tos para reanimação de urgência. Por último, há o carrinho de ressuscitamento. Apesar do peso do nome, trata-se de um berço sobre rodas. Equipado com oxigênio, controle de pressão e de temperatura, transporta o bebê para a UTI neonatal, se necessário.

Coluna de gases


Pode estar posicionada de diferentes formas na parede e dispõe de saída para oxigênio e ar comprimido. Também abriga o “vácuo”, usado como um aspirador, na sucção do líquido amniótico.

Quase acabou…

As primeiras seis horas após o parto são um período de alerta para a mulher que acaba de dar à luz. A essa altura, ela já está no quarto, recuperando-se da anestesia e do esforço. Não há aparatos especiais, exceto o soro, que permanece ligado por esse período. A intervalos regulares, uma enfermeira irá ver sua pressão, temperatura, batimentos cardíacos e, o mais importante, se há qualquer sinal de hemorragia, o principal risco do pós-parto, em especial para mães de bebês muito grandes ou de gêmeos, hipertensas e mulheres com dois ou mais partos anteriores.

Segundo o obstetra e ginecologista Antônio Giovanni Neto, do Hospital da Criança, de São Paulo, há dois tipos de hemorragias: as imediatas e as tardias. As primeiras acontecem até duas horas depois do nascimento do bebê e são resultado do que os médicos chamam de atonia muscular – quer dizer, a musculatura do útero não se contrai novamente. As tardias decorrem de restos placentários, que impedem a contração adequada do útero. As hemorragias imediatas são resolvidas com a colocação de pesos (um saquinho de areia) sobre o abdome da grávida, bolsas de gelo e soro com ocitocina, para estimular as contrações. Essa medicação é usada também nas hemorragias tardias – só que, nesses casos, associada a antibióticos e, eventualmente, curetagem.

Recepção cuidadosa

 

 

Primeiros cuidados incluem: identificação do bebê (1), aspiração das vias aéreas com sonda (2), aplicação do teste de Apgar e exame das funções vitais (3), busca de malformações e traumatismos (4), pesagem em balança eletrônica (5) e aclimatação no be rço aquecido (6)

Assim que o bebê nasce, o médico o mostra à mãe e já o encaminha para os primeiros cuidados, numa sala anexa à de parto. Enquanto a grávida passa pela fase final de expulsão da placenta, o recém-nascido recebe a atenção do neonatologista.

Logo que chega, ele ganha sua pulseirinha de identificação e tem suas vias aéreas aspiradas por sondas finíssimas. Ainda no primeiro minuto de vida, passa pela bateria inicial do teste de Apgar, que avalia freqüência cardíaca, capacidade respiratória, tônus muscular, capacidade de reação e cor da pele. Cada item vale até 2 pontos, e uma nota de Apgar baixa pode indicar que o bebê precisa de cuidados extras, como massagem de reanimação, oxigênio etc. No quinto minuto de vida, o teste é refeito, geralmente com melhores resultados. Só há motivo para preocupação se, depois de 20 minutos, o Apgar da criança continua abaixo de 7. Entre um exame e outro, acontece a laqueadura do umbigo. Também é feita a aplicação de uma injeção de vitamina K, para favorecer a coagulação, e de um colírio especial, que livra a mucosa dos olhos de eventuais contaminações. O pediatra busca ainda malformações e traumas resultantes do parto e extrai sangue do cordão umbilical para fazer a tipagem sanguínea do recém-nascido.

Merecido descanso


No final dessa maratona, o bebê descansa sossegado num bercinho aquecido a uma temperatura de 37 ºC. É um cuidado importante para alguém que estava acostumado com o calorzinho da barriga da mamãe e ainda não tem os me canismos internos de controle de temperatura estabilizados. Esse bercinho fica inclinado, com a cabeceira mais alta, a fim de evitar que ele se asfixie numa regurgitação. É comum o bebê permanecer de três a quatro horas ali, acompanhado pela equipe, antes de ser, finalmente, liberado para a amamentação.

 Fonte: http://crescer.globo.com/edic/ed86/rep_semedo.htm

 

   

O QUE É O PARTO DE CÓCORAS?

15.10.10 / Exercícios, Gravidez, Gravidez Programada, Maternidade, Parto / Autor: Bebê Ternura / Comentários: (0)
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Parto de Cócoras – O parto de cócoras ou também conhecido como parto vertical, é uma técnica utilizada desde a antiguidade, inspirada nos partos das mulheres indígenas. Esse procedimento é muito semelhante ao parto normal, modificando apenas a posição da gestante, na qual se mantêm de cócoras (agachada), em vez de permanecer na posição ginecológica normal. Portanto, consiste na posição que a parturiente pode escolher no momento do nascimento (período expulsivo), que ocorre quando o colo uterino está totalmente dilatado, ou seja, com cerca de 10 centímetros, e pronto para a passagem do bebê, que coincidirá com as fortes contrações e a necessidade de se fazer força para a expulsão do feto. No ocidente, essa separação por tipos de parto existe em decorrência do sistema obstétrico na história da ginecologia. Assim, desde que o atendimento às gestantes passou a ser hospitalar e feito exclusivamente pelos médicos, as mulheres começaram a deitar-se de costas em mesas cada vez mais específicas, com as pernas abertas, para possibilitar uma visão mais apropriada da região genital.

Quais as vantagens do parto de cócoras para a mamãe e o bebê?

- O parto é mais rápido, pois é auxiliado pela gravidade; – A necessidade de episiotomia é reduzida;

- Dor em menor intensidade no período expulsivo;

 - Ausência de métodos invasivos para o alívio da dor;

 - Menor trauma perineal com melhor restituição após o parto;

- A mulher se sente no controle da situação;

- Maior circulação sanguínea na região do útero e da placenta, garantindo maior desempenho tanto das contrações uterinas como da saúde do feto; – Mais saudável para o bebê, uma vez que não ocorre a compressão da veia cava pelo peso do útero;

 - O papai tem uma participação mais ativa ao fornecer suporte físico (adequar à posição, massagens, carinhos) e psíquico (palavras de conforto, encorajamento). É importante ressaltar que o parto de cócoras só pode ser realizado se o feto estiver na posição cefálica (com a cabeça para baixo). Além disso, é indicado para as mulheres que tiveram uma gestação saudável, isenta de problemas relacionados à pressão, diabetes entre outros.

Fonte: http://millarhidrata.com.br/gestacao/parto-de-cocoras

Como preparar seu corpo para a gravidez !

09.09.10 / Alimentação, Exercícios, Gravidez, Gravidez Programada, Maternidade, Parto / Autor: Bebê Ternura / Comentários: (1)
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Escrito para o BabyCenter Brasil. Aprovado pelo Conselho Médico do BabyCenter Brasil

Histórico médico / Exames ginecológicos / Exame de urina / Exames de sangue / Verificação da pressão / Vacinas / Suplemento de ácido fólico / Ajuda para parar de fumar, de beber ou de consumir drogas / Esclarecimento de dúvidas / Exames e aconselhamento genético

É sempre a situação ideal estar com o corpo em perfeitas condições antes mesmo de engravidar. Se puder, pense em fazer esse planejamento com bastante antecedência, de um ano até, para que as mudanças na sua alimentação e no seu estilo de vida possam já ter tido efeito. Caso você já tenha algum problema de saúde, como epilepsia, asma ou diabete, é provável que tenha de modificar o tratamento antes de engravidar. De qualquer maneira, marque uma consulta com o médico que a acompanha pelo menos três meses antes de começar a tentar.

Antigamente, os casais faziam um check-up antes de casar, o chamado exame pré-nupcial, pois ficava implícito que eles iriam querer ter filhos logo depois do casamento. Os tempos mudaram e o procedimento saiu de moda, por isso vale o conselho para você marcar uma consulta com o ginecologista três meses antes de começar a tentar, mesmo que não tenha problemas de saúde prévios. Assim, você terá tempo de fazer exames e tomar eventuais vacinas para garantir o melhor ambiente para o bebê que virá.

Histórico médico – “Quero começar a tentar engravidar.” Você provavelmente vai sentir um friozinho na barriga quando disser essa frase para o seu ginecologista. Na consulta, o médico vai então avaliar se você tem algum problema de saúde, como diabete, lúpus, hipertensão ou depressão, e poderá fazer perguntas sobre sua alimentação e seu estilo de vida. Também vale a pena mencionar eventuais problemas genéticos na sua família ou na do parceiro, como síndrome de Down ou fibrose cística. O médico vai querer saber que tipo de método anticoncepcional você está usando e se você já teve algum problema menstrual, ovulatório, se já sofreu um aborto espontâneo, uma gravidez ectópica. Também vai perguntar se você já tem filhos, qual foi o tipo de parto e se você passou por alguma complicação.

Exames ginecológicos – Verifique qual foi o último exame de papanicolau que fez e mencione para o ginecologista. Durante a gravidez não se costuma fazer o exame de papanicolau — ele só volta a ser realizado seis meses depois do nascimento do bebê. O médico pode pedir testes mais específicos depois do exame ginecológico, como o para detectar a presença da bactéria clamídia, que muitas vezes não apresenta sintomas, mas pode ser prejudicial à gravidez ou à sua fertilidade.

Exame de urina - Talvez o médico peça um exame de urina para detectar alguma possível infecção urinária. As infecções no trato urinário podem estar associadas a probemas como aborto espontâneo, baixo peso dos bebês ao nascer ou parto prematuro, por isso é sempre bom garantir que você não esteja com uma antes de engravidar.

Exames de sangue - O ginecologista deve pedir um hemograma completo para verificar se você está com anemia ou algum outro indicador alterado. Dependendo da região do país, o médico pode pedir exames de sangue para detectar se você carrega genes para doenças como anemia falciforme (mais comum em negros), talassemia (mais comum em pessoas de ascendência mediterrânea, como descendentes de italianos) e doença de Tay-Sachs (mais comum em judeus), que podem ser transmitidos para o bebê. Um exame simples chamado eletroforese da hemoglobina identifica portadores de anemia falciforme e a talassemia (não é necessário um exame genético). Nos exames de sangue o médico também pode verificar se você tem imunidade para doenças como hepatite B, rubéola, toxoplasmose e citomegalovirose. Entre os testes também haverá exames diagnósticos para sífilis e HIV/Aids. A detecção dessas doenças antes da gravidez é essencial para o melhor tratamento.

Verificação da pressão -  Mulheres que têm pressão alta (hipertensão) correm mais risco de sofrer de pré-eclâmpsia durante a gravidez e de apresentar problemas com a placenta, por isso é bom controlar a pressão arterial antes de engravidar.

Vacinas - É possível prevenir malformações e aborto espontâneo com a vacinação. O exame de sangue detectará se você precisa ser vacinada contra a rubéola. Se o exame mostrar que você não tem imunidade para a doença (porque nunca teve rubéola ou nunca foi vacinada), deve tomar a vacina e esperar pelo menos um mês para começar a tentar engravidar. Esse período de espera, que pode ser até maior, dependendo da recomendação do médico, é uma precaução, porque se imagina que o organismo precise de tempo para eliminar o vírus atenuado que foi administrado com a vacina. Não há provas científicas, porém, que associem a vacina a defeitos congênitos. Se você nunca teve catapora, o médico pode recomendar que você se vacine contra a doença, porque ela pode afetar o bebê se você adoecer grávida. Outra imunização possível é contra a hepatite B, dependendo do resultado do seu exame de sangue, e talvez um reforço da vacina antitetânica.

Suplemento de ácido fólico - Defeitos na formação do tubo neural do bebê são evitados em grande parte com a suplementação de ácido fólico. A orientação é que mulheres que estejam pensando em engravidar tomem pelo menos 400 mcg de ácido fólico por dia, mantendo a suplementação até pelo menos a 12a semana de gravidez. É importante começar a tomar o suplemento antes porque a formação do tubo neural acontece muito no princípio da gestação, quando muitas vezes a gravidez ainda nem foi detectada pela mulher. Há profissionais que defendem até que toda mulher em idade fértil, mesmo que não esteja pensando em engravidar, tome o suplemento. Em alguns casos, os médicos podem recomendar uma dose bem maior de ácido fólico, de 5 mg por dia.

Ajuda para parar de fumar, de beber ou de consumir drogas -  Há inúmeras provas científicas de que o tabagismo, o consumo de drogas e as bebidas alcoólicas fazem mal tanto para o bebê quanto para a mãe, por isso o ideal é eliminar o hábito antes de engravidar. O médico pode orientá-la a adotar um programa para abandonar o cigarro antes da gravidez. Se você bebe muito ou usa drogas, pense com carinho na possibilidade de procurar ajuda especializada antes de começar a tentar engravidar.

Esclarecimento de dúvidas - Na consulta com o ginecologista, aproveite para falar de qualquer outra preocupação que possa ter. Caso tome algum medicamento regularmente, veja se é preciso mudar a dose ou o tipo de remédio. Não deixe de mencionar outros tratamentos que esteja fazendo. Não é seguro, por exemplo, tomar drogas antiacne fortes durante a gravidez. Determinados remédios aparentemente inofensivos também não são recomendados, portanto você precisará saber quais são eles para evitar tomar quando estiver tentando — afinal, você pode já estar grávida sem saber. Talvez o ginecologista prefira que você se consulte também com outro especialista para ajustar medicamentos ou esclarecer dúvidas.

Exames e aconselhamento genético - É pequeno o número de bebês que nasce com algum problema — fica entre 1 e 2 por cento. Mas você deve procurar aconselhamento genético se houver um histórico de doenças hereditárias na sua família ou na de seu parceiro.

http://brasil.babycenter.com/preconception/planejando/preparar-seu-corpo/