28.01.11 / Alimentação, Exercícios, Gravidez, Gravidez saudável, Parto / Autor: Bebê Ternura / Comentários: (0)
Tags: Alimentação, barriga, bebê, conforto, cuidados na gestação, dicas, gravida, Gravidez, guia, mamãe, mulheres, prevençao, saúde

É só a mulher engravidar que os receios aparecem: ganho de peso, dores, movimentos do bebê. Veja o que é comum na gestação e o que é realmente motivo de preocupação
Se você está grávida, é bem provável que junto com sua barriga cresçam também as dúvidas sobre a gestação e o desenvolvimento do bebê. As mudanças no seu corpo e a expectativa da chegada do novo membro da família podem tirar o seu sono. Mas a maioria dos desconfortos sentidos pela mulher durante a gestação e no pós-parto não é sinal de problemas de saúde para a mãe e filho. Veja as respostas dos médicos para algumas dúvidas comuns nos consultórios e curta bastante os nove meses.
É normal ter cólicas no começo da gravidez?
As cólicas por si só não são um problema. A gestante deve ficar atenta se o incômodo vier acompanhado de sangramento vaginal, presença de sangue na urina ou dificuldade para urinar. Dores persistentes também merecem uma consulta médica. Mas o problema nem sempre tem relação com o bebê: as cólicas podem ser decorrentes de outros órgãos, como um cálculo de bexiga, por exemplo.
Já a partir da 28a semana de gestação, é comum a grávida começar a sentir as contrações de Braxton-Hicks. São contrações indolores, que podem ser confundidas com cólicas, mas não são indicativas de trabalho de parto pré-maturo. Elas funcionam como um treinamento do útero para o trabalho de parto e são esporádicas, sem ritmo definido.
É normal sentir indigestão, e não enjoos, durante a gestação?
Apesar de a causa dos enjoos ainda ser motivo de especulação entre os médicos, eles são bastante freqüentes até o terceiro mês da gravidez. Em casos mais raros, as náuseas impossibilitam a alimentação e a ingestão de líquidos, levando à perda de peso da gestante, que pode até ser internada.
Também é comum a mulher sofrer com indigestão após a 20a semana de gestação. A explicação para o problema é simples: o útero expandido aperta o estômago, que fica com pouco espaço para receber alimentos. Para melhorar o incômodo, é melhor fazer várias pequenas refeições ao longo do dia e não se deitar logo após o jantar. Evitar café, chocolate e comidas gordurosas também alivia a indigestão.
É normal perder peso na gestação?
A perda de peso na gravidez não deve ser considerada normal, embora aconteça com alguma frequência nos três primeiros meses. Nesse período, a mulher pode ter náuseas e menos apetite. No entanto, o peso perdido deve ser recuperado após o primeiro trimestre e, caso essa perda exceda 800 gramas por mês, pode ser necessária a internação da gestante para que receba alimentação intravenosa. Após o primeiro trimestre, perder peso passa a ser mais preocupante. Se você está com dificuldade para ganhar os quilos recomendados por seu médico, é aconselhável fazer acompanhamento com um nutricionista também.
É normal sentir ondas de calor na gravidez?
Mesmo as mulheres mais friorentas podem abandonar os casacos durante a gestação. As ondas de calor são uma resposta fisiológica do organismo: a gestante apresenta um estado hormonal similar ao da menopausa, quando há menor produção de estrogênio. Portanto, vista roupas leves, tome bastante líquido e não se preocupe.
É normal ter diarreia nas últimas semanas de gravidez?
Apesar de não ser muito frequente, existe a possibilidade e você ter episódios de diarreia no final da gestação. Algumas substâncias que começam a ser produzidas pelo seu organismo conforme o parto se aproxima – como a ocitocina – são as responsáveis por esse desarranjo. Além disso, a ansiedade também pode causar as dores de barriga.
É normal ficar um dia inteiro sem sentir o bebê mexer na barriga?
Em geral, as gestantes sentem o bebê se mexer pela primeira vez por volta da 18a semana. É claro que isso não é uma regra e você pode sentir o seu filho antes ou depois disso. Sem problemas! Mas os especialistas lembram que, uma vez estabelecido um padrão de movimentação, o habitual é que você perceba o seu bebê diversas vezes ao longo do dia. Não existe consenso entre os médicos sobre quantas vezes o feto deve se movimentar, mas caso você não sinta nada num período de três horas, vale a pena falar com seu médico – especialmente nas gestações de alto risco, como mães diabéticas ou hipertensas.
É normal, no pós-parto, sentir tonturas ao amamentar?
As tonturas podem ocorrer devido a baixas taxas de glicemia no sangue. Para evitá-las, a mulher deve manter uma alimentação regular, comendo a cada três horas e tomando bastante líquido (principalmente água e sucos). Além disso, descansar enquanto o bebê estiver dormindo também é fundamental para a amamentação. Caso não tenha nenhum problema de saúde, como diabetes ou pressão alta, você também pode tomar um copo de água com açúcar se sentir tonturas ao amamentar. Mas atenção: se o problema persistir, o melhor a fazer é consultar o médico.
É normal ter mastite após o desmame?
A mastite é uma inflamação das glândulas mamárias e pode acontecer pelo acúmulo do leite nas mamas. Se o desmame ocorre de maneira natural e paulatina, conforme o bebê começa a consumir outros alimentos e a mãe passa a produzir menos leite, a mastite é muito rara. O problema é mais comum quando a mulher volta ao trabalho após os quarto meses de licença-maternidade e a amamentação é interrompida de forma abrupta. Nesses casos, compressas frias e massagens nos seios para esvaziá-los podem ajudar. Se o problema persistir, é preciso procurar orientação médica.
Fontes: Eliane Alfani, pediatra do Hospital e Maternidade São Luiz, Marcos Eiji Shiroma, ginecologista do Hospital e Maternidade São Luiz, e Antônio Sales Barbosa, ginecologista do Hospital Santa Catarina
EM BREVE TAMBÉM: “Será que é normal meu filho…”
Fonte: http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI204290-10484,00-SERA+QUE+E+NORMAL+NA+GRAVIDEZ.html
17.12.10 / Amor de mãe e pai, Emoções na gravidez, Gravidez, Parto, Só para o Papai / Autor: Bebê Ternura / Comentários: (0)
Tags: barriga, bebês, carinho, mulheres, nove meses, pai, papai, ternura

Pensa que só as mulheres têm variação de hormônios durante (e após) a gravidez? Pois um estudo da Universidade Bar-Ilan, de Israel, mostra que alterações hormonais também acontecem com os homens assim que eles se tornam pais, tornando-os mais carinhosos. De acordo com os pesquisadores, os responsáveis seriam os hormônios ocitocina e prolactina (liberados pela hipófise, no cérebro) – os mesmos que, na mulher, induzem o trabalho de parto e estimulam a produção de leite, respectivamente.
Você deve estar pensando: e as mudanças corporais que esses hormônios provocam? Mesmo com a prolactina, o homem não produz leite como a mulher por que, como explica Rogério Tuma, neurologista do Hospital Sírio-Libanês, o sistema nervoso controla os níveis do hormônio. “Tanto os homens quanto as mulheres que não amamentam têm prolactina. A diferença está no estímulo feito pela hipófise e também na sucção do bebê, que também estimula liberação de leite”, diz Tuma. Já a ocitocina, que ajuda a mulher no momento do parto, também é responsável por aumentar o nível de estresse. Assim, no homem, esse hormônio acaba se traduzindo em um sentimento de proteção da família.
Hoje em dia, com os pais cada vez mais participativos, pode ser difícil entender o papel da natureza nessa “transformação” de homem em pai. Mas ao pensar em uma época em que eles não eram tão próximos dos filhos, essas mudanças fisiológicas fazem sentido. “ Atualmente, essa descoberta pode ajudar o homem a entender melhor suas emoções. Ao saber que o processo é também biológico, ele vai perceber que é ‘normal’ se sentir de determinada maneira. Muitos, durante os nove meses, chegam a ter alterações de apetite, por exemplo, o que chamamos de ‘gravidez psicológica’”, explica o neurologista.
Fonte: Revista Crescer (http://revistacrescer.globo.com)
27.10.10 / Emoções na gravidez, Gravidez, Gravidez Programada, Maternidade, Parto / Autor: Bebê Ternura / Comentários: (0)
Tags: enfermeira obstetra, exames, maternidade, nascer, nascimento, obstetriz, parto sem medo, primeiros exames bebê, rotina das maternidades, trabalho parto
Viva o parto sem medo
Conheça os profissionais, os exames e equipamentos que garantem a sua tranqüilidade, da hora em que você chega na maternidade até o merecido descanso, depois de o bebê nascer.
Primeiros exames

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O sonar confere os batimentos cardíacos do bebê
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Enfim, você chega à maternidade para o grande dia: seu filho, logo, vai nascer! Provavelmente, quem vai recepcioná-la é uma enfermeira-obstetra, ou obstetriz, uma profissional preparada para detectar o estágio do trabalho de parto em que a grávida se encontra, identificar eventuais problemas com a gravidez e até realizar o parto numa emergência. Ao recepcioná-la, ela pedirá seu cartão de pré-natal (não esqueça, portanto, de levá-lo) e fará uma série de perguntas. De específico, é provável que queira saber o intervalo das contrações, se a bolsa já rompeu, se há sinais de sangramentos ou secreção vaginal e como está a movimentação do bebê.
Tira-dúvidas
O passo seguinte é a realização de alguns exames. Ela mede sua pressão e temperatura e ausculta seu coração. Com um exame de toque, verifica a dilatação do útero, a situação da bolsa de líquido amniótico, as condições da vagina e do púbis, a altura e a posição do bebê. Para ouvir o coração dele, é provável que use um sonar (ou estetoscópio doppler), um aparelho dotado de uma sonda que capta e amplifica o som dos batimentos cardíacos do bebê. Também fará uma contagem das suas contrações. E, terminada a avaliação, comunica o resultado ao seu médico e a encaminha para uma segunda etapa: o pré-parto.
Tempo de espera
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O cardiotocógrafo, ao lado da cama de pré-parto, monitora as contrações da mãe e o coração do bebê
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Um parto leva, em média, nove horas no primeiro filho e quatro nos demais. O pré-parto é sua primeira e mais longa etapa. Nele, por força das contrações, o colo do útero se abre para dar passagem ao bebê. Cada contração exerce uma força equivalente a 13 quilos, que ao longo do trabalho de parto levam a uma dilatação de 10 centímetros. Até lá, é preciso dar tempo à natureza para agir.
Essa espera, na maioria das maternidades, acontece nas “salas de pré-parto” – simples quartos, onde a grávida fica na companhia do marido ou de alguém da família. Novamente, a obstetriz é uma ótima aliada. Ela explica o que vai acontecer, esclarece dúvidas e dá dicas para driblar a dor. Também acompanha, atenta, tudo o que acontece com seu corpo. Munida de medidor de pressão, termômetro e estetoscópio, controla com regularidade sua pressão, temperatura e batimentos cardíacos.
Contagem regressiva
Outra tarefa importante dessa profissional é controlar a dinâmica das contrações – que registra o intervalo entre uma contração e outra e sua duração. Ela segue uma escala chamada Unidade de Montevidéu, segundo a qual, na hora de o bebê nascer, a mãe tem, a cada dez minutos, três a quatro contrações de cerca de 50 segundos. Para esse acompanhamento, não há necessidade de equipamentos especiais. Experiente, a obstetriz pousa a mão sobre o abdome da grávida e conta o tempo que ele fica contraído. Pelo toque, examina também a dilatação.
Se a gestante tem risco de complicações – caso de diabéticas, hipertensas, cardíacas e asmáticas -, o pré-parto é monitorado por um aparelho chamado cardiotocógrafo. Acoplado à barriga da mãe, ele traça dois gráficos paralelos. Um indica a intensidade das contrações e o outro o ritmo cardíaco do bebê. Esses dois acontecimentos obedecem a uma sincronia que, se estiver alterada, pode indicar complicações que exigem uma cesárea de urgência.
Preparativos finais
Os cuidados do pré-parto incluem ainda a soroterapia. O objetivo é deixar uma veia já puncionada, para o caso de uma emergência posterior exigir medicação intravenosa ou transfusão sanguínea. Além disso, o soro previne contra desidratação. E, nos casos de contrações fracas ou irregulares, o médico pode acrescentar a ele o hormônio ocitocina, que estimula as contrações. É o que se chama de “induzir o parto”. Em algum momento dessa etapa, as auxiliares de enfermagem preparam a grávida para o parto. Atualmente, só se usa lavagem intestinal para partos com anestesia geral (o que é raríssimo), ou se a gestante fez uma refeição próxima e extremamente pesada. Já a tricotomia, raspagem dos pêlos pubianos, continua sendo adotada, embora a tendência seja dispensá-la nos partos normais e fazê-la parcialmente nas cesarianas.
Uma sala cheia de truques
Na hora H, você segue para a sala cirúrgica, onde será anestesiada para os dois estágios finais do parto: o nascimento do bebê e a expulsão da placenta. A “decoração” resume-se aos equipamentos e só a equipe médica, a futura mamãe e, eventualmente, o papai permanecem ali.
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Focos de luz reguláveis (1) e acessórios para diferentes tipos de partos (2) facilitam o trabalho da equipe médica. A mesa (3) também é ajustável e tem sempre por perto o carrinho do anestesista (4) e os monitores de funções vitais (5)
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Equipe
É composta pelo médico que realizará o parto, um assistente, o anestesista, a enfermeira-obstetra e duas auxiliares. Um pediatra neonatologista também fica a postos para receber o bebê. Essa equipe pode variar até o mínimo de uma enfermeira-obstetra, uma auxiliar de enfermagem e o neonatologista.
Instalações
Para facilitar a assepsia, móveis e equipamentos ficam elevados. Na parede, há um relógio digital, que é útil no controle do tempo da anestesia e permite visualizar rapidamente a hora do nascimento.
Iluminação
Feita com lâmpadas fluorescentes comuns, é completada pelos “focos”, cuja luz pode ser direcionada para as pernas da gestante, no parto normal, ou para a cavidade abdominal, nas cesarianas. Muitas mater nidades dispõem de foco regulável e mantêm a sala em penumbra se a gestante e o médico quiserem.
Mesa cirúrgica
Parece uma maca de aço, recoberta por um fino colchonete de borracha, com costuras seladas para impedir a absorção de secreções. Nos partos normais, sua cabeceira é elevada. O outro lado dobra para baixo, na altura das nádegas, deixando um espaço livre para a saída do bebê. Nessa abertura, instala-se um recipiente para recolher secreções e a placenta. Nas laterais, instalam-se perneiras reguláveis, para a mulher ficar em posição ginecológica ou, se preferir, quase sentada. Nas cesáreas, a mesa permanece na horizontal e ganha braçadeiras, para apoiar os braços abertos da gestante. Outro acessório é um arco, no qual se arma, como uma cortina, o campo cirúrgico (ou estéril). Feito com lençóis esterilizados, ele isola o bebê de contaminações e impede a grávida de assistir ao parto.
Bisturi elétrico
Tecnicamente chamado de eletrocautério, está se tornando comum nas salas de parto. Sua vantagem é promover a coagulação de veias e artérias ao mesmo tempo que faz o corte cirúrgico. Com isso, o parto fica mais rápido e o risco de sangramentos diminui.
Monitores de funções vitais
Os equipamentos que controlam as funções vitais da grávida disparam um alarme se algo sai da normalidade. O oxímetro, fixado no polegar direito com um pequeno prendedor, mede a pulsação e os nív eis de oxigenação sanguínea. No braço direito, é afixado o monitor de pressão, ou PA não-invasivo – que faz, regularmente, a leitura da pressão arterial e a registra num gráfico. Um aparelho chamado cardioscópio, ou monitor cardíaco, verifica os batimentos do coração e é conectado ao peito por três eletrodos, em forma de medalhinhas. Nos partos normais, o cardiotocógrafo continua acompa-nhando as contrações da mãe e o coração do bebê.
Mesas auxiliares
Acomodam os instrumentos cirúrgicos já esterilizados e os grossos lençóis de linho, usados para fazer o campo cirúrgico e abrigar o bebê.
Carrinhos
Geralmente, são três. Logo atrás da grávida, fica o carrinho do anestesista, com balão de oxigênio, diferentes anestésicos e medicamentos para lidar com problemas como um choque anafilático. Próximo, está o carrinho de emergência, equipado com choque elétrico, balão de oxigênio e medicamen-tos para reanimação de urgência. Por último, há o carrinho de ressuscitamento. Apesar do peso do nome, trata-se de um berço sobre rodas. Equipado com oxigênio, controle de pressão e de temperatura, transporta o bebê para a UTI neonatal, se necessário.
Coluna de gases
Pode estar posicionada de diferentes formas na parede e dispõe de saída para oxigênio e ar comprimido. Também abriga o “vácuo”, usado como um aspirador, na sucção do líquido amniótico.
Quase acabou…
As primeiras seis horas após o parto são um período de alerta para a mulher que acaba de dar à luz. A essa altura, ela já está no quarto, recuperando-se da anestesia e do esforço. Não há aparatos especiais, exceto o soro, que permanece ligado por esse período. A intervalos regulares, uma enfermeira irá ver sua pressão, temperatura, batimentos cardíacos e, o mais importante, se há qualquer sinal de hemorragia, o principal risco do pós-parto, em especial para mães de bebês muito grandes ou de gêmeos, hipertensas e mulheres com dois ou mais partos anteriores.
Segundo o obstetra e ginecologista Antônio Giovanni Neto, do Hospital da Criança, de São Paulo, há dois tipos de hemorragias: as imediatas e as tardias. As primeiras acontecem até duas horas depois do nascimento do bebê e são resultado do que os médicos chamam de atonia muscular – quer dizer, a musculatura do útero não se contrai novamente. As tardias decorrem de restos placentários, que impedem a contração adequada do útero. As hemorragias imediatas são resolvidas com a colocação de pesos (um saquinho de areia) sobre o abdome da grávida, bolsas de gelo e soro com ocitocina, para estimular as contrações. Essa medicação é usada também nas hemorragias tardias – só que, nesses casos, associada a antibióticos e, eventualmente, curetagem.
Recepção cuidadosa
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Primeiros cuidados incluem: identificação do bebê (1), aspiração das vias aéreas com sonda (2), aplicação do teste de Apgar e exame das funções vitais (3), busca de malformações e traumatismos (4), pesagem em balança eletrônica (5) e aclimatação no be rço aquecido (6)
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Assim que o bebê nasce, o médico o mostra à mãe e já o encaminha para os primeiros cuidados, numa sala anexa à de parto. Enquanto a grávida passa pela fase final de expulsão da placenta, o recém-nascido recebe a atenção do neonatologista.
Logo que chega, ele ganha sua pulseirinha de identificação e tem suas vias aéreas aspiradas por sondas finíssimas. Ainda no primeiro minuto de vida, passa pela bateria inicial do teste de Apgar, que avalia freqüência cardíaca, capacidade respiratória, tônus muscular, capacidade de reação e cor da pele. Cada item vale até 2 pontos, e uma nota de Apgar baixa pode indicar que o bebê precisa de cuidados extras, como massagem de reanimação, oxigênio etc. No quinto minuto de vida, o teste é refeito, geralmente com melhores resultados. Só há motivo para preocupação se, depois de 20 minutos, o Apgar da criança continua abaixo de 7. Entre um exame e outro, acontece a laqueadura do umbigo. Também é feita a aplicação de uma injeção de vitamina K, para favorecer a coagulação, e de um colírio especial, que livra a mucosa dos olhos de eventuais contaminações. O pediatra busca ainda malformações e traumas resultantes do parto e extrai sangue do cordão umbilical para fazer a tipagem sanguínea do recém-nascido.
Merecido descanso
No final dessa maratona, o bebê descansa sossegado num bercinho aquecido a uma temperatura de 37 ºC. É um cuidado importante para alguém que estava acostumado com o calorzinho da barriga da mamãe e ainda não tem os me canismos internos de controle de temperatura estabilizados. Esse bercinho fica inclinado, com a cabeceira mais alta, a fim de evitar que ele se asfixie numa regurgitação. É comum o bebê permanecer de três a quatro horas ali, acompanhado pela equipe, antes de ser, finalmente, liberado para a amamentação.
Fonte: http://crescer.globo.com/edic/ed86/rep_semedo.htm