22.03.11 / Amor de mãe e pai, Emoções na gravidez, Gravidez / Autor: Bebê Ternura / Comentários: (0)
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Uma pesquisa realizada pela Universidade de Montreal, Canadá, revelou cientificamente o que o instinto materno sempre indicou: a voz da mamãe é especialmente exclusiva para o seu bebê.
Para dar mais sentido a essa afirmação, foi feito um estudo com 16 recém-nascidos com até 24 horas de vida. Eletrodos foram colocados na cabeça dos bebês enquanto dormiam e foi pedido para que as mães verbalizassem um fonema. Foi pedido para que outras mulheres, as enfermeiras, repetissem o mesmo exercício. O monitoramento dos sinais cerebrais dos bebês mostrou que a área cerebral ativada quando a mãe fala é a do hemisfério esquerdo, mais precisamente a área do processamento da linguagem e o circuito responsável pelas habilidades motoras. Quando a enfermeira falou com o mesmo bebê a parte cerebral ativada foi o hemisfério direito na área do reconhecimento da voz. Essa pesquisa indica que a mãe é a iniciadora da aquisição de linguagem da criança e que há uma ligação neurobiológica entre aquisição da linguagem pré-natal e habilidades motoras ligadas envolvidas com a fala. Papo entre mãe e filho ainda na barriga – Você sabia que o bebê, geralmente, começa a escutar a voz da mamãe desde a 24ª semana de gestação? Uma dica importante que fica diante dessa pesquisa é que a mamãe deve conversar com o seu filho mesmo no período em que bebê está na barriga dela. Não é loucura, não. Isso é reconfortante, deixa o bebê seguro e faz com que melhore a sua aquisição de fala.
Bruno Rodrigues
Fonte: http://guiadobebe.uol.com.br/gestantes/voz_materna_e_especial_para_o_bebe.htm
03.03.11 / Amor de mãe e pai, Filhos, Maternidade / Autor: Bebê Ternura / Comentários: (1)
Tags: bebê, carinho, filho, mãe, pai, papai, saúde, saúde do bebê

“SE FICAR observando bebês assim que eles nascem”, comenta a Dra. Cecilia McCarton, da Faculdade de Medicina Albert Einstein, em Nova Iorque, “eles se mostram maravilhosamente despertos e sintonizados com seu meio ambiente. Eles reagem aos movimentos de suas mães. Viram-se em direção aos sons. E se fixam no rosto de sua mãe.” A mãe estabelece contato visual com o bebê. É amor à primeira vista — no caso de ambos!
Este momento de apego entre a mãe e o bebê acontecerá naturalmente se o parto for natural, sem medicamentos que entorpeçam os sentidos da mãe e do bebê. O choro do bebê estimula a produção de leite por parte dela. O contato da pele do bebê com a dela libera um hormônio que reduz a hemorragia após o parto. A criança já nasce com programas cerebrais que garantem o apego — chorar, mamar, balbuciar e dizer gu-gu, sorrir e dar pequenos chutes extáticos para atrair a atenção de sua mãe. O apego, principalmente à mãe, torna possível que o bebezinho crie um senso de amor, de cuidado e de confiança. O pai rapidamente se torna importante como uma figura de apego. O relacionamento dele carece da intimidade do da mãe, mas acrescenta uma dimensão importante: pequenas cutucadas, suaves cócegas, gentis brincadeiras, às quais o bebê responde com excitado riso e meneios.
O Dr. Richard Restak comunica que, para o recém-nascido, ser tomado nos braços e acalentado é como um nutriente. “O contato”, diz ele, “é tão necessário para o desenvolvimento infantil normal quanto o alimento e o oxigênio. A mãe abre os braços para o bebê, acalenta-o, e uma infinidade de processos psicobiológicos passam a harmonizar-se.” Com este tratamento, até mesmo o cérebro físico desenvolve “uma diferente fisionomia de saliências e fissuras”.
-Cuide de Evitar o Afastamento
Alguns indicam que, se este apego entre mãe e filho não ocorrer por ocasião do nascimento, caminha-se para a tragédia. Não é bem assim. Na maternidade amorosa surgem centenas de momentos íntimos, nas semanas que seguem, que tornam seguro este apego. A privação de tais intimidades por um longo período, contudo, pode levar a funestas conseqüências. “Embora todos nós precisemos uns dos outros em toda a nossa vida”, diz-nos o Dr. Restak, “essa necessidade é mais aguda no primeiro ano de vida. Prive-se o bebê da luz, da oportunidade de contemplar a face humana, do deleite de ser tomado nos braços, de ser acalentado, de ouvir palavras carinhosas, de ser cumulado de atenções e de ser tocado — e o bebezinho não suporta tais privações”.
Os bebês choram por muitos motivos, mas geralmente querem atenção. Se seu choro não for atendido depois de certo tempo, eles talvez parem de chorar. Acham que quem cuida deles não está reagindo. Eles choram de novo. Se ainda não houver resposta, eles se sentem negligenciados, inseguros. Tentam fazê-lo mais forte. Se isto prossegue por longo período e é repetido com freqüência, o bebê se sente abandonado. Fica primeiro irado, até mesmo enraivecido e, por fim, desiste. Acontece o afastamento. Não recebendo amor, ele não aprende a amar. A consciência não se desenvolve. Ele não confia em ninguém, não se importa com ninguém. Torna-se uma criança problemática, e, em casos extremos, uma personalidade psicopática incapaz de sentir remorso ao praticar atos criminosos.
O amor à primeira vista não é o fim de tudo. Tem de continuar para sempre depois disso. Não apenas em palavras, mas também em ações.
FONTE: Revista Despertai
02.03.11 / Amor de mãe e pai, Cuidadores - Babás, Filhos, Maternidade / Autor: Bebê Ternura / Comentários: (0)
Tags: acidentes, babá, babás, bebê, bebês, brincar, carinho, choro, colo, conforto, contratar babá, cresce, crescimento, criança, cuidados com o bebê, cuidar, desenvolve, emergência, escolher babá, febre, filho, higiene, mamãe, nasceu, nascimento, primeiros socorros, saúde do bebê

Veja abaixo um trecho retirado do livro “A Saúde de Nossos Filhos”
sobre a contratação de babás. O capítulo foi escrito pelo pediatra do Hospital Albert Einstein, Leonardo M. Posternak, e pela enfermeira do setor de oncologia clínica, Cláudia C. da Luz.
O PAPEL DA BABÁ – A necessidade de voltar ao trabalho impede que muitas mães prolonguem o contato permanente com o filho, e isso implica a procura de alternativas para cuidar do bebê. Trata-se de uma tarefa importantíssima. Porém, entre o ideal e o possível, sempre se deve escolher o possível. As primeiras experiências de separação representam uma mudança significativa. Escolher uma pessoa para cuidar do bebê causa desconforto, pois costuma provocar sentimentos contraditórios: um misto de gratidão, ciúme, alívio, rivalidade e cooperação. Por não ser tarefa fácil, a contratação de uma babá requer alguns cuidados. Como em todo emprego, convém solicitar um atestado médico e a carteira de vacinação.
Outros pré-requisitos essenciais de uma babá:
- Ter experiência anterior ou noções de como a criança cresce e se desenvolve;
- Possuir boas referências ou ter trabalhado para alguém conhecido;
- Obedecer princípios de higiene;
- Saber reagir com eficiência em situações de emergência (febre, choro, excessivo, acidentes);
- Conhecer e saber aplicar medidas de primeiros socorros;
- Manter bons hábitos (não fumar, não beber, não usar drogas ou remédios);
- Ser alfabetizada para poder ler instruções, histórias, receitas médicas;
- Ser afetiva, gostar de brincar e saber se comunicar com a criança.
É importante acompanhar o trabalho da babá, observando seu comportamento e sua prática no cuidado com o bebê, o tipo de brincadeiras que faz e as reações das crianças. Assim a mãe não só se sentirá mais segura e confiante, quando voltar ao trabalho, como também a criança terá assegurado o seu conforto.
Mesmo quando a mãe toma todos os cuidados, a escolha da babá pode ser inadequada. Mas isso não representa uma tragédia.
REAÇÕES DA CRIANÇA O importante é manter-se atenta em relação à conduta da criança (variações de humor; apetite e sono), um bom indicador para avaliar se ela se sente tranqüila sob os cuidados da babá.
No entanto, se ao retornar do trabalho a mãe encontrar o filho chorando, agitado e muito nervoso, ela deve lembrar que as crianças descarregam suas paixões e sentimentos intensos nas pessoas que são verdadeiramente importantes para elas. Trata-se, na maioria das vezes, de uma reação saudável de ligação com a mãe.
Portanto, num primeiro momento não se deve responsabilizar a babá por toda a irritação do filho nem atribuir culpas, mas refletir sobre o significado do comportamento da criança.
Cabe ainda lembrar que a mãe não pode pensar que só ela é capaz de gostar e cuidar bem do seu filho. É fundamental, sim, que ela dite as regras das atividades da casa e da criança e trate a babá como uma colaboradora.
A mãe não deve admitir ser colocada na condição de “marinheira de primeira viagem”, delegando, por insegurança, funções que lhe cabem prioritariamente. O papel da babá é o de auxiliar a mãe. A tentativa, o erro e o acerto são excelentes passos para esse aprendizado. Com esses cuidados, a babá não pode se tornar uma figura importante para que a mulher possa equacionar da melhor maneira o duplo papel de mãe e profissional.
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/publifolha/ult10037u409210.shtml