Como conversar sobre tragédias com as crianças

17.03.11 / Filhos, Segurança do bebê e da criança / Autor: Bebê Ternura / Comentários: (0)
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Seu filho perguntou sobre o terremoto no Japão e você não sabe o que responder? Veja como lidar com a curiosidade das crianças em relação a temas como esse…

“Mamãe, o tsunami pode chegar até aqui?” Com a sequência de terremotos que arrasou o Japão na última semana e as chuvas que deixaram o sul do Brasil em alerta, não é mesmo fácil lidar com a curiosidade das crianças sobre tragédias. Principalmente quando as informações cheias de imagens fortes e muitos detalhes chegam por todos os meios de comunicação.

CRESCER entrevistou a psicóloga e terapeuta familiar Ana Lúcia Gomes Castello, uma das fundadoras da Associação Brasileira de Ajuda Humanitária Psicológica – que esteve no início do ano em Nova Friburgo, no Rio de Janeiro, para amparar psicologicamente as vítimas -, para descobrir como falar disso na sua casa. Veja as dicas da especialista:

Espere pela curiosidade
Se o seu filho ainda não se mostrou curioso sobre o assunto, não antecipe a conversa. Espere ele perguntar ou fazer algum comentário para conversar sobre os desastres. Talvez ele não tenha percebido e você esteja angustiada sem motivo.

Desligue a TV
Deixar a televisão (ou qualquer outro meio de comunicação) sintonizada no canal de notícias o tempo todo mostrando imagens trágicas só vai deixar seu filho com medo e inseguro. Procure se informar sobre esses tipos de acontecimentos longe das crianças. Isso não quer dizer que seu filho não possa ter contato com o que está acontecendo, mas não precisa receber excesso de informação. 

Conforto e segurança
Se você ficar impressionada com as imagens, não deixe que seu filho perceba. Ele precisa se sentir seguro, por isso, explique sobre o que aconteceu, mas enfatize que a família e os amigos estão bem. Se ele fizer perguntas, você pode contar uma história para ilustrar a cena e ajudar seu filho a entender melhor. 

Com o mapa na mão
Com a ajuda de um mapa do mundo, mostre a localização do Japão e onde vocês estão para que seu filho perceba a distância. Se quiser falar sobre as fortes chuvas no país, use um mapa só do Brasil. Caso contrário, ele pode achar que está muito perto do local que sofreu o desastre. Mas essa dica talvez não funcione se você estiver na mesma cidade ou estado. 

Fale sobre solidariedade
Aproveite o interesse do seu filho sobre o assunto e mostre como os bombeiros, a polícia e os grupos de ajuda humanitária trabalham para ajudar as vítimas. É uma ótima oportunidade para falar sobre a importância de ajudar o próximo e como esse amparo pode fazer a diferença. Que tal incentivá-lo a doar roupas ou brinquedos?

E se ele ainda não fala?
Eles também sentem o clima de tensão, por isso, preste atenção sobre o comportamento do bebê. Se ele estiver mais irritado, procure ficar mais tempo com ele, faça brincadeiras e dê muito carinho. Sua presença vai passar segurança.

FONTE: http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI218703-15546,00-COMO+CONVERSAR+SOBRE+TRAGEDIAS+COM+AS+CRIANCAS.html

Todo mundo tem um filho favorito?

28.02.11 / Amor de mãe e pai, Filhos, Maternidade / Autor: Bebê Ternura / Comentários: (0)
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Sua primeira resposta (e a da maioria dos pais)certamente será “não, claro que não”. Mas para a terapeuta norte-americana Ellen Weber Libby, que tem dois filhos, toda mãe e todo pai tem, sim, o seu predileto. Descubra como ela chegou a essa constatação e tudo o que você deve saber sobre esse assunto.

Os irmãos Corinne, 27 anos, e Mark, 22, sempre se provocam mutuamente sobre quem é o “queridinho” da família. E até hoje reclamam para os pais quando acham que um está sendo mais favorecido do que o outro. Não conheci Corinne e Mark pessoalmente, mas posso imaginar as cenas. Afinal, quem nunca presenciou um diálogo desses em família? Tudo o que vi desses dois irmãos foi uma foto deles adultos, que na verdade não tinha nada demais: eles estão elegantes para uma festa, ao lado da mãe, dando muita risada, felizes. Ela é a terapeuta norte-americana Ellen Weber Libby, que me enviou a foto para eu conhecê-los melhor, e não resistiu em tirar um sarro, mas do tipo saudável, claro. “Como você pode ver, os dois estão se divertindo comigo e ambos acreditando ser o tal ‘filho número 1’.”

Psicoterapeuta há mais de 30 anos em Washington, Estados Unidos, a questão de se existe ou não um filho favorito sempre fez parte de suas principais reflexões. E essa curiosidade culminou no lançamento de The Favorite Child, How a Favorite Impacts Every Family Member for Life, (ou O Filho Favorito – Como um Favorito Impacta Cada Membro da Família para a Vida, em tradução livre, da editora Prometheus Books, e ainda sem previsão para lançamento no Brasil). Nele, pesquisas e histórias, muitas histórias – que vão desde casos ouvidos em seu consultório até a infância de ex-presidentes norte-americanos.

Logo nas primeiras páginas, a autora afirma o que os pais não admitem nem para a sua sombra: toda família tem um filho favorito. E Ellen não chegou a essa conclusão só por uma briga ou outra dos filhos, ou por causa de algumas famílias observadas: ela foi tão longe no assunto que a razão para escrever sobre o tema veio de personagens ilustres, como políticos que se deitaram em seu divã. Acostumada a ouvir secretários de governo, embaixadores e até agentes do serviço secreto em seu trabalho, ela percebeu que grande parte deles cresceu como o número 1 da casa – assim como aconteceu com todos os ex-presidentes dos Estados Unidos desde Roosevelt, incluindo o atual, Barack Obama. Depois de reunir tanta pesquisa, o grande “estalo” para escrever o livro veio com o escândalo de Bill Clinton e a ex-estagiária Monica Lewinsky, em 1998. “Fiquei pensando no motivo de ele ter preparado tamanha armadilha para a sua carreira e percebi que, como filho favorito de sua mãe, Clinton cresceu acreditando que as regras não se aplicavam a ele, e que conseguiria se livrar dessa situação”, afirma Ellen em entrevista exclusiva à CRESCER. E quem se perguntar sobre o nosso famoso ex-presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, temos uma suspeita: segundo a historiadora Denise Paraná, biógrafa e autora de A História de Lula – O Filho do Brasil (Ed. Objetiva), podemos dizer que Lula foi criado nas condições de filho favorito. “A mãe depositou nele toda a chance de ascensão social da família. Ele foi o último filho homem e o único que estudou e trabalhou ao mesmo tempo. A expectativa era que ele ‘desse certo’.”

Se o objeto de estudo de Ellen é um tanto distante para você, saiba que entender o favoritismo não é mesmo tão simples. Tem mais a ver com as expectativas e necessidades do pai e da mãe do que com as características de cada criança. Ah, e acredite: ter um filho favorito não significa que você o ama mais do que os outros!

O número 1 pode ser o que preenche todas as características imaginadas ainda na gravidez: será que vai ser médico? Vai ter os olhos do pai? Ou cabelos encaracolados como os da mãe? Pode, ainda, acontecer com a primeira menina depois de uma sucessão de meninos, ou se a criança for a que carrega o nome do avô. Quando cresce, o preferido é aquele que escuta seus conselhos ou que não perde uma partida de futebol com você no fim de semana. “Tem a ver com o momento de cada família, com a personalidade dos pais ou com valores transmitidos. É inconsciente”, diz Maria Luisa Castro Valente, psicóloga e professa da Unesp de Assis (SP). E a afirmação de que o favoritismo não representa o amor? Para Ellen Libby, os pais podem amar todos os filhos e ainda assim favorecer um deles. Já a psicóloga Vera Lucia Lotufo Belardi, da Unifesp (SP), tem outra explicação. “O que acontece é que os filhos têm personalidades distintas, e são parecidos ou com o pai ou com a mãe. É uma questão de identificação, e não de quem gosta mais de quem”, afirma. Aliviou?

FONTE: http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI205153-10496,00-TODO+MUNDO+TEM+UM+FILHO+FAVORITO.html

Acerte na hora de comprar o enxoval

14.01.11 / Chá de Bebê, Enxoval, Gravidez, Listas, Loja Bebê Ternura, Maternidade, Quarto do Bebê, Roupinhas de bebê / Autor: Bebê Ternura / Comentários: (0)
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Saiba o que é necessário para cuidar de um bebê, para que serve cada coisa e quais as opções que existem. Depois de ler, vá para as lojas se divertir!

Já está pensando em comprar o enxoval do bebê? É tanta coisa que nem sabe por onde começar? Nós vamos ajudá-la com o que realmente é preciso ter para a chegada do seu filho. Lembre-se: com uma boa companhia, você pode escolher tudo com calma e, ainda, ter uma segunda opinião. Abaixo, confira todos os itens necessários e para que servem. Você também pode imprimir uma lista completa.

Hora de ninar

É bom ter pelo menos três jogos de lençóis. Normalmente, cada um é usado por uma semana inteira. Mas bebês regurgitam, babam e fazem outras coisinhas, que podem exigir a troca da roupa de cama com mais freqüência. Prefira os lençóis 100% algodão. No mercado, existem os de malha, que são supermacios.

Proteção fofa

O kit de berço, além de ajudar na decoração, protege o bebê das grades e deixa o local mais aconchegante. Mas, na hora de comprar, lembre-se de que ele precisa ser lavado com freqüência. Modelos com babados, por exemplo, terão de ser engomados e passados todas as vezes, o que pode não ser tão prático. O que acontece também com as versões cheias de detalhes.

 

Bem quentinho 

As mantas aquecem os bebês em todos os momentos: no colo, no berço, na cadeirinha do carro. E ainda deixam o visual encantador, quando combinadas com as roupas. Tenha pelo menos uma de cor clara, como o branco ou o bege, para combinar com tudo. Vale a pena investir em uma opção de tecido mais leve, como a de linha, e outra mais grossa, de lã ou soft. Existem também versões dupla face

 

Bela limpeza 

Os kits de higiene nem sempre são vendidos com tudo o que é preciso na hora de trocar as fraldas do bebê. Em geral, eles possuem potinhos para algodão e cotonetes e, às vezes, tigelinha e garrafa térmica. Se você é daquelas que gostam de ter tudo à mão, pode querer um outro pote para guardar pomada antiassadura, tesoura, termômetro e escova, por exemplo. Se optar por um kit com poucas coisas, veja a possibilidade de comprar peças avulsas ou potes neutros, como os de acrílico. 

 

Todo sequinho 

Algumas toalhas de banho para bebês são pequenas e só servem para recém-nascidos. Prefira as maiores, que enxugarão a criança por mais tempo. Os modelos com capuz são excelentes, pois envolvem a cabeça protegendo o bebê do vento e secam o cabelo mais facilmente. Algumas versões vêm com uma toalha-fralda interna ou com luvas para banho.

 

Suporte amigo 

Os acessórios de banho deixam esse momento mais tranqüilo. Livros de plástico e bichinhos de pano acalmam o bebê. A escova ajuda a secar os fios molhados. E as saboneteiras deixam a operação mais organizada. Opte por um modelo com bico dosador, que você aperta e usa com uma mão só, se você prefere sabonetes líquidos. Tire da embalagem original – que exige as duas mãos para ser usada. 

 

 

 

 

 

 

 

 

Superversáteis  

Acredite: fraldas de pano nunca são demais. As menores, de boca, limpam o rosto e ficam na bolsa da mãe sem ocupar espaço. As de tamanho tradicional, chamadas fraldas de ombro, são usadas por cima da roupa para segurar o bebê e podem servir de coberta em dias mais quentes ou de cortina no carro para tapar o sol. Há ainda as de tamanho grande, usadas dentro da toalha na hora do banho.

 

Medida certa 

As lojas de bebê oferecem banheiras de vários tipos, com ou sem suporte, trocador e porta-xampus. Usar ou não tudo isso é uma questão pessoal. O que você realmente precisa fazer antes de comprar esse acessório é medir o boxe do banheiro e saber qual o tamanho que ele pode ocupar. Lembre-se de que deve haver um espaço de manobra para fazer a banheira entrar e conseguir dar o banho na criança. Depois disso, vá às compras com a fita métrica na mão. Se o seu bebê tiver um banheiro só para ele, não se preocupe com isso.

 

No tamanho 

Lave as roupas que vão para a maternidade e arrume a mala até o final do sétimo mês. Mas mantenha a etiqueta da loja nas outras roupas. Assim, se no último ultra-som você descobrir que seu bebê está pesando 3,5 quilos, já sabe que ele não usará macacões tamanho RN e poderá trocá-los por outros maiores. Ou, se ele pesar muito menos, fazer o contrário.

 

Sem apuros 

Alguns tipos de fechamento de roupas podem ser bem complicados para quem ainda não tem prática em trocar bebês. Os bodies com abotoamento frontal ou transversal, por exemplo, são mais simples de vestir do que os modelos que entram pela cabeça. O que acontece também com os macacões: os com fechamento na frente, apesar de não tão bonitos quanto os com botões atrás, são melhores.

 

Acabamento 

Acessórios deixam o bebê ainda mais fofo. Há faixas de cabelo mais finas e mais largas. Leve em conta o diâmetro da cabeça de sua filha para ver a que fica melhor. Você também pode usar lacinhos que colam na carequinha, com velcro (que fixam pouquinhos fios) ou do tipo tic-tac para as mais cabeludas. Sapatinhos ainda não são necessários, mas são lindos e ajudam a prender os pés nos macacões.

 

 

Termômetro

Antes de comprar as roupinhas, veja em qual estação do ano o bebê vai nascer e pense nos tecidos. Um macacão de plush em pleno sol carioca, por exemplo, provavelmente não será usado. Mas no inverno do sul do país ele será indispensável, assim como os de lã e de linha. Os tecidos leves, como malha de algodão, são melhores no verão. Compre a maioria das roupas de acordo com a estação. Como o tempo prega peças, tenha um ou dois macacões mais quentes ou mais frios. Mantas também ajudam a regular a temperatura. 

Fraldas descartáveis

Não compre tantos pacotes. Algumas marcas podem causar alergias. Espere seu bebê nascer e faça alguns testes. 

 

Fonte: http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI1056-10589,00-ACERTE+NA+HORA+DE+COMPRAR+O+ENXOVAL.html

 

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